Os dois espectros e o rapaz falador (quinta de cinco partes)

“Não perguntais a mim, então, senhoras e senhores, quais os sinais que identificam o bom político. Olhais com fé ao pai de família, à mãe carinhosa, ao homem honrado, à mulher de princípios cristãos, ao jovem que prepara seu futuro acreditando na sua capacidade de produzir bons frutos, ao velho homem que semeou seus dias em terreno fértil.”

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Os dois espectros e o rapaz falador (quarta de cinco partes)

“Em todo canto e lugar existe o bom político, apesar do cidadão consciente não levar muito a sério ou até esboçar um leve sorriso quando confrontado com essa hipótese. É questão de que se preste atenção aos sinais,  Os homens de bem prestem atenção nos sinais. Continuar lendo Os dois espectros e o rapaz falador (quarta de cinco partes)

Os dois espectros e o rapaz falador (terceira de cinco partes)

“Ao político não é permitido tergiversar quando alcança seu objetivo, o poder (com “p” minúsculo). Poder com “p” maiúsculo está além, muito além da compreensão humana, o que é uma pena. Ao político não é permitido amealhar para si o dinheiro público. Ao político não é permitido tratar a administração pública como se fosse sua empresa, sua casa, sua alcova.”

– O rapaz falador está com tudo e não está prosa.

– Quieto. Ele está falando. Continuar lendo Os dois espectros e o rapaz falador (terceira de cinco partes)

O dois espectros e o rapaz falador (segunda de cinco partes)

No jogo político, o eleitor não é uma peça no tabuleiro, nem um indivíduo com nome de batismo. Para os jogadores é tão e somente o eleitor. E como eleitor tem data certa de sobrevida depois de emergir na superfície da sociedade para cumprir sua obrigação. Data certa com carimbo e tudo o mais. No jogo político, o eleitor é citado em compêndios e enciclopédias, em discussões filosóficas de intelectuais e sábios dividindo o liquido do bule. No jogo político, o eleitor é uma quadro na parede do arquivo imoral.

– Ouvi isso, espectro, ouviu?

– O rapaz é deveras falador.

– Será que está lendo?

– Você observa algum papel, folha, nas mãos dele, ou algum painel, espectro? Continuar lendo O dois espectros e o rapaz falador (segunda de cinco partes)

Os dois espectros e o rapaz falador (Primeira de cinco partes)

“Em tudo acontece um tempo de espera”, axioma inconcebível no jogo político, se é que a política é um jogo.  Seus jogadores não são inocentes, não são puros, não são bem intencionados, e a pressa é a sua pele, a primeira. O político tartaruga é peça de ficção.

E quais sejam esses jogadores…

– Péra aí, péra aí.

– Afe! Diga, espectro.

– Porque esse tom de enfado?

– Ainda pergunta espectro? Interrompeu o rapaz falando… Continuar lendo Os dois espectros e o rapaz falador (Primeira de cinco partes)